UFMG seleciona voluntários para pesquisa sobre terapia sonora e saúde mental

Foto: Divulgação

A Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) está com inscrições abertas para um estudo científico inovador que vai investigar os efeitos da Terapia Sonora na saúde mental. O estudo é direcionado a pessoas, acima de 18 anos, que apresentam sintomas de estresse, ansiedade ou depressão. A proposta é avaliar se estímulos sonoros específicos podem contribuir para a melhora do bem-estar mental, da qualidade de vida e do equilíbrio emocional.

Os interessados em participar da pesquisa devem preencher um formulário online que também se encontra disponível no site da Faculdade de Medicina da UFMG. Após essa etapa, os selecionados participarão de três sessões presenciais semanais, com duração de aproximadamente 20 minutos cada. A participação é voluntária.

A pesquisa integra o Mestrado Acadêmico da instituição e já foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa, assegurando que todos os procedimentos sigam critérios científicos e normas de segurança para os participantes.

Iniciativa
A iniciativa do estudo é da Associação Médica Espírita de Minas Gerais (AMEMG), através da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais, por meio do Departamento de Ciência e Espiritualidade da UFMG.

O estudo é coordenado pela psicóloga Laylla Carolina, mestranda em Medicina pela UFMG, com atuação nas áreas de regulação emocional e saúde mental. A pesquisa é voltada para pessoas que sofrem com estresse, ansiedade ou depressão e busca avaliar como estímulos sonoros específicos podem contribuir para a melhoria do bem-estar emocional, da qualidade de vida e do equilíbrio mental.

Segundo a psicóloga Laylla Carolina, a proposta é ampliar as evidências científicas sobre o uso de estímulos sonoros como ferramenta complementar no cuidado da saúde mental.

A pesquisadora reforça a importância da participação da comunidade. “Convido todas as pessoas que apresentem algum grau de estresse, ansiedade ou depressão a se inscreverem. A ciência brasileira precisa de voluntários para avançar. Cada inscrição amplia possibilidades e fortalece o desenvolvimento de novas formas de cuidado em saúde mental”, ressalta Laylla

Metodologia
O estudo é randomizado, onde os participantes são distribuídos aleatoriamente (por exemplo, sorteados por software estatístico) entre os grupos intervenção ou controle, sem que haja uma seleção baseada em características específicas. Isso minimiza o viés, garantindo que as possíveis diferenças encontradas nos resultados sejam mais provavelmente causadas pela intervenção em si. É uma das mais importantes metodologias científicas da atualidade.

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