TICs devem somar 33 mil novas vagas formais em 2026, estima Brasscom

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O macrossetor de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) deve somar 33 mil novos empregos formais (CLT) no acumulado de 2026, de acordo com projeção da Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação e de Tecnologias Digitais (Brasscom).

Segundo o relatório “Perspectivas do Mercado de Trabalho do Macrossetor TIC”, divulgado nesta terça-feira, 7, desse total de novas vagas com carteira assinada, a maioria – 23 mil – deve ser oriunda de atividades tradicionais de TIC, como software, serviços, nuvem, hardware, entre outros segmentos.

Além disso, o relatório projeta 8,2 mil novas vagas na cadeia de TI in-house (tecnologias digitais nas empresas) e 2,3 mil postos de trabalho em telecomunicações.

Ao todo, a Brasscom estima que o macrossetor de TIC encerre 2026 com 2,15 milhões de trabalhadores formais, alta anual de 1,6% na quantidade de empregados.

As projeções foram elaboradas com base em dados públicos de fontes como RAIS, Caged e IBGE, a partir de uma metodologia estatística com o uso de machine learning, informou a entidade.

MEIs e informais
De acordo com o relatório, o mercado brasileiro de tecnologia registrou um acréscimo de 111,1 mil profissionais entre 2023 e 2025.

Desse montante, a maior parte das vagas (55,6%) foi preenchida por microempreendedores individuais (MEIs) e trabalhadores informais, ante 44,4% de empregados celetistas.

Novos profissionais
Segundo a Brasscom, a formação de profissionais em cursos superiores de tecnologia vem crescendo nos últimos anos.

Em 2022, foram 69,75 mil graduados, total que subiu para 89,7 mil em 2023 e 110,9 mil em 2024 – neste último ano, o curso de “Análise e Desenvolvimento de Sistemas” representou 40% dos novos graduados.

O recorte por gênero mostra que a formação em TIC ainda é mais buscada por homens, que somaram 80,8% dos profissionais formados em 2024 – em números absolutos, foram 89,6 mil.

Já as mulheres totalizaram 21,2 mil graduadas em TIC em 2024 (19,2% do total). A representatividade de mulheres formadas em cursos da área cresceu 1,3 ponto percentual em relação ao ano anterior.

Expansão com desafios
Segundo o presidente executivo da Brasscom, Affonso Nina, o relatório mostra que o setor de TIC está em expansão. Contudo, em sua avaliação, o ambiente regulatório e econômico ainda dificulta a formação na área.

“Precisamos de políticas públicas que incentivem a contratação CLT e a requalificação, para que o crescimento do setor se traduza em oportunidades de trabalho mais estáveis e mantenha o Brasil na vanguarda da economia digital”, afirma.

*Fonte: Teletime