Carnaval impulsiona vendas e reforça economia de BH

Imagem/divulgação: portal do comércio

Pesquisa da Fecomércio aponta que 65,8% dos comerciantes avaliam os impactos do carnaval como positivos para seus negócios

Até o início dos anos 2000, o período de carnaval em Belo Horizonte era sinônimo de sossego e tranquilidade. Nas duas últimas décadas, o cenário mudou, o carnaval de BH se consolidou como um dos principais do país, que atrai turistas de todo o Brasil. O resultado dessa expansão é um ambiente de negócios mais dinâmico.

Conforme o Levantamento pelo Núcleo de Estudos Econômicos e de Inteligência & Pesquisa da Fecomércio MG, 65,8% dos empresários do comércio varejista avaliam o impacto do Carnaval como positivo para seus negócios. Entre os principais fatores estão o aumento do movimento nos estabelecimentos, citado por 47,6%, e a maior presença de turistas e moradores circulando pela cidade, apontada por 45,4% dos entrevistados.

Fernanda Gonçalves, economista da Fecomércio, pontua que o carnaval deixou de ser apenas um evento cultural e passou a ocupar um papel estratégico no calendário econômico da cidade.

“O Carnaval de Belo Horizonte gera um efeito em cadeia. Ele aumenta o fluxo de pessoas, fortalece o comércio local, estimula serviços e cria oportunidades de renda em um período que, historicamente, era mais fraco para muitos setores”, afirmou Gonçalves.

A pesquisa indica também que 62,3% das empresas varejistas pretendem funcionar durante o período carnavalesco, entre essas, 67,4% planejam abrir todos os dias. Dentre os segmentos que se destacam, estão: farmácias, supermercados, padarias e distribuidoras de bebidas.

A expectativa para as vendas segue positiva, 42,8% dos comerciantes esperam vender mais que em 2025, e 56% deles já está com o estoque preparado para atender às demandas da festividade.

A economista concluiu que esse comportamento revela maturidade do comércio belo-horizontino.

“Os empresários aprenderam a trabalhar o Carnaval como uma data estratégica. Há planejamento de estoque, adaptação de horários, investimentos em atendimento e ações promocionais. Isso mostra a capacidade de resposta do comércio e sua resiliência diante das oportunidades”, destacou.

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