Já está disponível nas principais plataformas de áudio o podcast Vozes de Lobo Leite, iniciativa que tem como objetivo difundir e promover o patrimônio cultural local. A produção que reúne vozes dos alunos do 3º e 4º anos da Escola Municipal Amynthas Jacques de Moraes e da comunidade do distrito de Lobo Leite, em Congonhas, transformou histórias em sete episódios que podem ser ouvidos noSpotify, Deezer, YouTube Music e também no portal da Assoiação Mineira de Rádio e Televisão (AMIRT).
Com aulas de locução, aquecimento vocal, trava-línguas e técnicas de edição de áudio, a atividade foi conduzida pelo jornalista e professor de locução Leo Cardoso.
Para a professora do 3º ano Maria Efigênia Santana Peixoto, o mais importante foi perceber a evolução dos alunos a cada encontro. “O trabalho foi além do que a gente já faz com os estudantes, porque teve essa pegada de aquecer voz, gravar, se ouvir, perceber o que podia melhorar, editar. Enfim, construir um podcast passando por todas as fases. Foi notório o avanço na leitura: entonação, fluência e o prazer de ler”, conta orgulhosa.
A série apresenta a origem do distrito e as mudanças de nome ao longo do tempo. Os episódios também abordam a contribuição dos diferentes povos que ocuparam e formaram o território, além de bens culturais como a Capela Nossa Senhora da Soledade, tombada como patrimônio cultural pelo Estado de Minas Gerais, a Estação Ferroviária e a tradicional gameleira.
Surpreso, Euler Silva, pai da aluna Louise Emanuelly Alves Silva, falou sobre a participação da filha. “Eu fiquei encantado e muito feliz ao ouvir a Louise em um dos episódios do podcast Vozes de Lobo Leite. Ela e os outros alunos que gravaram deram um show de interpretação e leitura”, ressalta.
Personagens e iniciativas locais, como o Grupo Pata da Loba, coletivo de mulheres artesãs que atua na valorização da cultura, da criatividade e da geração de renda no território, são apresentados. No episódio final, o podcast reúne vozes da comunidade em um registro coletivo que evidencia o pertencimento, o afeto e a importância das memórias compartilhadas, conectando passado, presente e futuro de Lobo Leite.
Ao longo da série, os participantes apresentam breves relatos sobre bens culturais que fazem parte do território, contemplando desde construções importantes para o Estado de Minas Gerais até referências simbólicas ligadas à memória e à vida social da comunidade.
Além das expectativas
O encontro para apresentação do resultado final do podcast Vozes de Lobo Leite reuniu estudantes, familiares, comunidade e funcionários da Escola Municipal Amynthas Jacques de Moraes em um momento de escuta e celebração do trabalho coletivo. No início do processo, o jornalista e professor de locução Leo Cardoso — que atua há quase 20 anos na formação de comunicadores — confessa que havia certa apreensão em relação ao resultado, especialmente pela pouca idade dos alunos envolvidos. No entanto, já no primeiro encontro, a expectativa foi superada pelo entusiasmo das crianças.
“Achei que os alunos não iam querer participar, por vergonha ou timidez, mas me surpreendi. Todos queriam gravar, fazer registros de voz e se ouvir. Foi uma experiência inesquecível, talvez a mais marcante”, destaca emocionado.
Por dentro do rádio
Durante a execução do projeto, os jovens estudantes tiveram a oportunidade de conhecer de perto o universo do rádio. As turmas do 3º e 4º anos visitaram às emissoras Colonial FM, em Congonhas, e Inconfidência, em Belo Horizonte.
Com olhares atentos, os estudantes, que têm entre 8 e 9 anos de idade, interagiram com os comunicadores, exploraram os corredores das emissoras e conheceram as redações onde funciona o setor de jornalismo.
O Projeto
O Projeto Educação Patrimonial Lobo Leite Ano III, de 2025, é viabilizado pela Lei Estadual de Incentivo à Cutura de Minas Gerais, com patrocínio da Gerdau. A produção e gestão são da Cristina Cairo Arquitetura e da Através Gestão Cultural.
Em seu terceiro ano consecutivo, a programação do projeto se ampara na educação para o patrimônio cultural, fazendo uso de ferramentas de cunho educacional e artísticos como recurso fundamental para fortalecer identidades, valorizar a diversidade e ampliar possibilidades de reconhecimento das diversas riquezas que formam a comunidade local.
Sobre a Gerdau
Com 124 anos de história, a Gerdau é a maior empresa brasileira produtora de aço e uma das principais fornecedoras de aços longos nas Américas e de aços especiais no mundo. No Brasil, também produz aços planos, além de minério de ferro para consumo próprio. Com o propósito de empoderar pessoas que constroem o futuro, a companhia está presente em vários países e conta com mais de 30 mil colaboradores em todas as suas operações. Maior recicladora da América Latina, a Gerdau tem na sucata uma importante matéria-prima: cerca de 70% do aço que produz é feito a partir desse material. Todo ano, 10 milhões de toneladas de sucata são transformadas em diversos produtos de aço. A companhia também é a maior produtora de carvão vegetal do mundo, com mais de 230 mil hectares de base florestal no estado de Minas Gerais. Como resultado de sua matriz produtiva sustentável, a Gerdau possui, atualmente, uma das menores médias de emissão de gases de efeito estufa (CO₂e), de 0,85 t de CO₂e por tonelada de aço, o que representa aproximadamente a metade da média global do setor, de 1,92 t de CO₂e por tonelada de aço (worldsteel). Para 2031, a meta da Gerdau é diminuir as emissões de carbono para 0,82 t de CO₂e por tonelada de aço. As ações da Gerdau estão listadas nas bolsas de valores de São Paulo (B3) e Nova Iorque (NYSE).
Ouça o podcast


