Foto: AMIRT
O SET Sudeste 2026 foi realizado nesta quarta-feira (25/02), em Belo Horizonte (MG), e reniu profissionais, pesquisadores e estudantes das áreas de produção e distribuição de conteúdo, radiodifusão, audiovisual e telecomunicações para debater os temas centrais do setor, como TV 3.0, inteligência artificial, publicidade no audiovisual, cenário atual e perspectivas para o futuro.
A SET realiza, anualmente, encontros em todas as regiões do Brasil, para que os players do setor tenham oportunidade de estarem juntos discutindo e obtendo conhecimento sobre as maiores inovações do mercado.
O presidente da SET, Paulo Henrique Castro, destacou a importância do encontro em Belo Horizonte, especialmente no contexto atual, onde as reuniões remotas são a grande tendência.
“É um encontro onde as pessoas se falam e o conhecimento que a gente compartilha aqui, as discussões que a gente tem aqui, são realmente as últimas tendências da tecnologia. Quem está fazendo o futuro, quem está construindo, quem está tendo as dificuldades e está descobrindo as soluções, está se encontrando aqui, compartilhando isso, reforçando os vínculos para a gente construir um sistema audiovisual – televisão, rádio, multimídia de uma forma ampla, satélite, internet, streaming – com o que tem de mais moderno para trazer uma atratividade para o telespectador.”


O setor de radiodifusão atravessa uma fase decisiva, marcada por avanços tecnológicos e por discussões estratégicas que vão definir os próximos passos do rádio e da televisão no Brasil. O presidente da AMIRT, Mayrinck Júnior, reafirmou a importância de participar do SET Sudeste nesse contexto.
“Nós estamos vivendo um momento de muita mudança, principalmente no rádio e na televisão. A televisão com o [modelo] 3.0 sendo implantado agora para a Copa do Mundo, em São Paulo e no Rio de Janeiro e o rádio com essa inovação do rádio híbrido. Então, você tem um evento igual o SET, que é tecnicamente voltado para o mercado de engenharia, para discutir esses assuntos com os órgãos reguladores, a Anatel, o Ministério das Comunicações, é uma troca de informação gigante para que a gente consiga entender e evoluir o marco regulatório para que nós possamos ter uma segurança jurídica e, aí sim, investir nas novas tecnologias”, afirmou Mayrinck Júnior.
Um dos temas centrais do dia foi a DTV+, a nova era da TV digital no Brasil, que deve mudar o jeito de consumir televisão. Com as novas ferramentas, as emissoras poderão conhecer melhor seus telespectadores e direcionar eficientemente conteúdos e publicidades. Segundo Paulo Henrique Castro, a TV 3.0 vai receber muitas funcionalidades advindas da internet.
“Então, você vai ter o melhor dos mundos, quer dizer: o que você tem de bom na TV com o que você tem de bom no digital, se unindo e estando totalmente integrado. O seu canal de TV vai virar um app dentro do televisor. Você vai ter interatividade, você vai poder escolher múltiplas câmeras, você vai poder colocar mais informações, gráficos na tela, você vai poder interagir, votar, fazer compras até efetivamente”, explicou.


Tawfic Awwad, diretor do Departamento de Inovação, Regulamentação e Fiscalização do Ministério das Comunicações, esteve presente no evento e comentou sobre as expectativas e preparações para a chegada da TV 3.0.
“A gente sabe que a TV 3.0 vai trazer inúmeros recursos para a população, recursos de acessibilidade, alertas de emergência, melhoria de imagem, de áudio, além de novas oportunidades comerciais de publicidade para os radiodifusores. Então, a nossa missão aqui é mostrar o que a gente está preparando em termos de regulamentação para dar efetividade para a TV 3.0 e o que a gente está fazendo em termos de criação de linhas de financiamento para a gente conseguir financiar a implantação da TV 3.0 também”, pontuou.


Representantes da Anatal também contribuíram para as discussões propostas no evento. O superintendente de Outorga e Recursos à Prestação, Vinicius Caram, explicou que, durante o evento, iria apresentar algumas ações da agência reguladora.
“Estamos com três consultas públicas disponíveis para contribuição do setor, [para] trazer essa segurança jurídica para esse ano começarmos a TV 3.0 e também discutir um pouco do rádio híbrido e avançar nessas duas tecnologias para a radiodifusão brasileira”.
O SET Sudeste 2026 reafirmou seu papel como espaço de diálogo, articulação e construção coletiva para o futuro do mercado audiovisual brasileiro, unindo inovação tecnológica, segurança regulatória e sustentabilidade de negócios, contando com a presença de representantes da ABER, Abratel, Grupo Globo, TV Record, Itatiaia, TV Alterosa e outros.
“É muito bom a gente ter todos os setores engajados, trabalhando para o melhor, para a sociedade, porque a gente que a gente está buscando aqui é fazer o melhor para o público, o melhor para a sociedade brasileira”, concluiu Paulo Henrique Castro.
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