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De janeiro a dezembro, o estado teve retração de -4,4% no turismo; enquanto o Brasil registrou alta de 4,6%
A atividade turística em Minas Gerais registrou desaceleração de -1,6% em dezembro de 2025 em comparação com novembro. Foi a primeira retração após três meses consecutivos de crescimento. Em dezembro, a média nacional teve elevação de 0,2%. Nos doze meses do ano, a retração da atividade foi de -4,4% no estado. As informações estão na análise do Núcleo de Estudos Econômicos da Fecomércio MG, utilizando os números mais recentes da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) do IBGE.
Na comparação entre dezembro de 2025 e o mesmo mês de 2024, houve recuo de -8,9% na atividade turística em Minas Gerais que havia registrado alta de 6,1% na comparação anual em dezembro de 2024. A média nacional teve queda de -5,5% no volume da atividade turística na comparação de dezembro de 2025 com dezembro de 2024.
De acordo com Fernanda Gonçalves, economista da Fecomércio MG, a atividade turística em Minas Gerais evidencia uma perda de fôlego em 2025, refletida no resultado negativo acumulado do ano, em contraste com o desempenho nacional.
“Do ponto de vista estatístico, para que o estado mantivesse em 2025 o mesmo índice observado em 2024, seria necessário crescer não apenas a uma taxa equivalente à do ano anterior, mas acima dela, de modo a compensar a base de comparação mais elevada e sustentar a tendência de expansão. Esse cenário é intensificado por fatores conjunturais negativos, marcado por elevadas taxas de juros que reduzem o poder de compra e encarecem o crédito. Acrescido a isso, o endividamento das famílias provoca desaceleração do consumo, impactando um setor dependente da demanda interna, como o turismo, sendo necessários investimentos contínuos para o estímulo e desenvolvimento econômico do setor”, explicou Gonçalves.
De janeiro a dezembro de 2025, o estado teve retração de -4,4% na atividade turística, enquanto o país registrou alta de 4,6% no período, valor 1 ponto percentual acima do desempenho verificado no acumulado do ano em dezembro de 2024 (3,6%).
Fonte: Fecomércio


