Flávio Roscoe se afasta da FIEMG e coloca nome à disposição para eleições de 2026

Foto: Sebastião Jacinto/FIEMG

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG), Flávio Roscoe, anunciou que irá se licenciar do cargo a partir desta quinta-feira (02/04). A decisão foi comunicada um dia após Roscoe se filiar ao Partido Liberal (PL) e ocorre conforme as exigências legais para participação no processo eleitoral.

Balanço da gestão
Em coletiva de imprensa realizada na manhã desta quarta-feira (01/04), Roscoe fez um balanço de sua gestão à frente da Federação. Segundo ele, durante os quase 8 anos de mandato, foi implementada uma visão de desenvolvimento econômico sustentável, voltada ao aumento da produtividade e da geração de riqueza para a sociedade. Para isso, foram realizadas medidas de reestruturação, como redução de custos e ajustes no quadro de colaboradores.

Com essa estratégia, a instituição saiu de um cenário de déficit para um superávit significativo, ampliou o número de alunos atendidos, aumentou a receita com a indústria e elevou tanto os salários quanto os benefícios dos funcionários.

“Para resumir os resultados, o nosso ecossistema de inovação, O FIEMG Lab, por três anos consecutivos, foi considerado o melhor do Brasil na sua categoria. Nos últimos cinco campeonatos mundiais, levamos equipes de robótica representando o Brasil. Em vários deles, tivemos uma equipe de robótica nossa ficando, em algumas categorias, entre os cinco primeiros do mundo, concorrendo com o Japão, Coreia e Alemanha.  WorldSkills agora, dos 52 competidores nacionais do Brasil, 15 são de Minas Gerais, 15 do Senai-MG”, destacou.

Na avaliação dele, esses resultados refletem os investimentos feitos ao longo da gestão:

“Então, resultado de excelência, fruto de vários investimentos em qualidade de pesquisa e desenvolvimento. Estamos hoje liderando vários processos fundamentais, inclusive que colocaram o Brasil no centro geopolítico, como ter o único laboratório de terras raras e a única fábrica de ímã permanente terra rara consociado nas Américas e no hemisfério sul.”

Flávio Roscoe finalizou o balanço abordando a questão financeira da entidade, que, segundo ele, ainda deve gerar mais resultados emblemáticos para a indústria e a sociedade.

“E mais do que isso, fizemos isso com a geração de recursos próprios, pagamos todo o endividamento que a gente tinha. E hoje temos R$ 3,5 bilhões no caixa para investir. É um valor considerável, que estamos investindo, investindo bem, abrindo escola todo dia. E seremos, com certeza, mais portadores do futuro do que já somos hoje, em um futuro muito breve.”

Fotos: Sebastião Jacinto/FIEMG

Possível candidatura
Flávio Roscoe afirmou que ainda não definiu se será candidato nem qual cargo pretende disputar. Segundo ele, está à disposição do partido para seguir o caminho que for mais viável, desde que esteja alinhado aos seus ideais.

“A gente quer botar o nome à disposição para contribuir, seja o projeto estando à frente ou não estando à frente. A gente tem que ter confiança em quem está à frente, de que ele vai implementar políticas alinhadas com a sua. Eu não estou botando o nome para contribuir para implementar um projeto completamente diferente do que eu acredito que dê certo. Então, isso aí não vai acontecer, tem que ter coerência”, comentou.

Questionado sobre o plano de governo caso seja candidato, Roscoe afirmou que deve se basear no que foi feito na FIEMG:

“Olha, é claro que gestão você pode aplicar em qualquer local. Então, a gente, sim, pretende adotar os mesmos valores que a gente adotou aqui, de meritocracia, de equidade, né? Não ter ninguém melhor do que o outro, o que vale para um, vale para todos, e fazer um trabalho de redução efetiva de custos.”

Flávio Roscoe também comentou sobre o enxugamento da máquina pública:

“E o que eu acho que a gente deveria discutir enquanto sociedade, eu não estou falando enquanto postulante a nada, é justamente a meritocracia no serviço público. Porque, se você entra no serviço público e trabalha mal, você tem o mesmo desempenho de quem entrou e trabalhou excepcionalmente bem. Você tem o mesmo reconhecimento, você vai aposentar, se entrou numa carreira, com o mesmo salário, na mesma hora, no mesmo momento. Isso é um equívoco. Isso é incentivar, na verdade, ao comodismo, não ao crescimento. O que nós temos que fazer, e a gente tem um funcionalismo altamente qualificado, é incentivar aquele desempenho ainda mais em crescer, em desenvolver e entregar resultado para a sociedade. O servidor público é fundamental, porque, conforme o nome diz, ele faz o serviço para o público. E o que a gente tem que fazer é criar, dentro da lei ou alterar a lei, mecanismos de compensação, efetivamente, para aqueles que melhor performam”, destacou.

Flávio Roscoe também destacou outros pontos que podem orientar uma eventual candidatura. Ele afirmou que ainda não há prazo definido para decidir sobre sua participação nas eleições de 2026 e disse que permanece aberto ao diálogo com pré-candidatos ao governo de Minas, com possibilidade de integrar chapas.

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