Foto: Jordan Hefler/Divulgação SXSW
Headliners do evento são categóricos em afirmar que a inteligência artificial não substituirá características essencialmente humanas
O South by Southwest (SXSW) foi realizado em Austin, no Texas, entre os dias 12 e 18 de março de 2026. A 40.ª edição do festival selou um receio velado. Máquinas substituirão humanos? Os gurus da inovação insistem que não. Até o cineasta Steven Spielberg disse que a essência da narrativa permanecerá exclusivamente humana.
Mas a repetição do mantra evidencia desconfianças e incertezas que ainda cercam pessoas, executivos e trabalhadores dos mais diversos negócios. Os sete dias de conferências — e muitas filas — parecem ter sido direcionados para tranquilizar profissionais que ainda permanecem com a pulga atrás da orelha. Os headliners do evento se preocuparam em repetir que as máquinas permanecerão à sombra da soberania humana. Será?
Com mais de 600 sessões, a agenda não poupou esforços em reiterar a necessidade de fortalecer as conexões humanas.
“As pessoas socializam cada vez menos e as famílias não se sentem mais à mesa juntas para suas refeições”, aponta a cientista social Kasley Killam, em painel realizado no dia 12 de março.
O fascínio por robôs capazes de liberar humanos — de tarefas domésticas às que podem ser automatizadas — acende o farol vermelho quando se fala na reinvenção de fluxos de trabalho, ruptura de modelos e estruturas de negócios, reformulação de linhas industriais e renovação de experiências de compra.
“A IA é complemento. Não substituirá as pessoas”, insiste o futurista e especialista em tendências Henry Coutinho-Mason. Amy Webb, Amy Gallo, Ian Beacraft e Sandy Carter, nomes carimbados do evento, também reafirmam o papel coadjuvante da inteligência artificial na revolução que ainda está apenas no começo, com frotas de agentes de IA já no horizonte.
Houve momentos de descontração também. O comediante Chris Fleming transformou um dos auditórios do JW Marriott em stand-up comedy. Ele brincou com a sua característica de fazer humor com movimentos exagerados, expressões faciais intensas, quedas, tropeços e gestos inesperados.
“Já quebrei a costela”, disse ele no painel ‘Chaos, craft, and Chris Fleming’ no dia 17 de março. O comediante, ator e produtor Eric André também participou.
Com o roteirista, produtor e diretor de televisão Vince Gilligan, a plateia pôde descobrir curiosidades por trás das câmeras de ‘Breaking bad’, ‘Better call Saul’ e ‘Pluribus!’. A atriz Rhea Seehorn, o compositor Dave Porter, a figurinista Jennifer Bryan, a produtora Trina Siopy e a presidente da Sony Pictures Television Studios, Katherine Pope, também participaram da sessão “Albuquerque aftermath: From Breaking bad to Pluribus with Rhea Seehorn, Vince Gilligan, and Key Creatives’, apresentada no JW Marriott no dia 14 de março.
*Fonte: Janaina Langsdorff via Propmark

