TV 3.0: Governo ainda define modelo de conversores para acesso

Foto: SET

O Ministério das Comunicações ainda está definindo a política pública que dará suporte ao acesso da população à TV 3.0 por meio de conversores digitais. A informação foi apresentada pelo ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, após a divulgação do balanço do programa Brasil Digital, realizada na sede da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), em Brasília.

Questionado sobre críticas relacionadas aos protótipos de conversores já apresentados para a TV 3.0, considerados caros e ainda com limitações técnicas, o ministro afirmou que o projeto permanece em fase de amadurecimento e que o governo trabalha em conjunto com o ecossistema da radiodifusão para definir os parâmetros da futura política pública.

“Isso é um projeto novo, que está em fase de maturação. Qualquer dificuldade que se tenha, a equipe técnica vai definir os novos parâmetros para que a gente consiga escalar isso o quanto antes. Mas isso faz parte de todo esse processo de transição para uma nova tecnologia tão inovadora no mundo”, explico Frederico de Siqueira Filho.

Ao comentar a necessidade de garantir acesso à nova tecnologia por meio de equipamentos com preço acessível e desempenho adequado, o ministro indicou que o processo de desenvolvimento da TV 3.0 envolve etapas de aperfeiçoamento técnico e de definição regulatória. Segundo ele, o objetivo é assegurar que a população tenha acesso aos recursos previstos para a nova geração da televisão aberta.

“Eu acho que isso é uma inovação do Brasil na radiodifusão, buscando ter uma TV interativa, conectada, com o que tem de mais novo. Então, uma tecnologia nova passa por esse processo de maturação e a ideia é que os problemas técnicos, quando houver, sejam solucionados por todo o ecossistema de parceiros que foi definido lá no decreto presidencial.”

As declarações reforçam que o desenho da política de massificação da TV 3.0 ainda está em construção. A definição do modelo de distribuição, das especificações dos conversores e das condições de acesso aos equipamentos é considerada uma etapa relevante para a adoção da nova tecnologia, especialmente entre os domicílios que dependem exclusivamente da recepção de sinais de televisão aberta.

*Fonte: Fernandi Moura/SET