Estudo destaca os impactos da IA na jornada de compra

Imagem: Shutterstock/Showcake

A Inteligência Artificial deixou de ser uma previsão sobre o futuro e já faz parte da rotina dos brasileiros. Entre os consumidores com acesso à internet, 9 em cada 10 pessoas utilizam a tecnologia até mesmo na hora de fazer suas compras, enquanto 52% pretendem intensificar o uso nos próximos meses.

Esses números são da pesquisa “Nova Lógica de Compra”, conduzida pela Gauge, Ecglobal e W3haus, empresas da unidade de negócios Stefanini Marketing, em parceria com a First Answer.

Segundo o estudo, as procuras por sites e buscadores tradicionais diminuíram após o avanço da tecnologia. Os dados revelam que 9 em cada 10 consumidores consideram mais fácil encontrar seus produtos com auxílio de IA, enquanto 55% conseguem decidir bem mais rápido o que comprar, e 29% afirmam depender bem menos de vendedores.

“Essa mudança de comportamento tem uma consequência direta na estrutura da jornada de compra. O que antes era um percurso de descoberta, pesquisa, avaliação e decisão distribuído por vários canais agora pode acontecer dentro de uma única conversa com a inteligência artificial”, analisa Guilherme Stefanini, CMO Global do Grupo Stefanini e sócio da W3haus e Gauge.

A análise mostra que empresas com menor participação de mercado em determinados setores são mais citadas pelos modelos de IA do que as líderes tradicionais.

Jornada de compra em uma conversa
A jornada de compra que antes passava por vários canais, desde pesquisa até avaliação, agora acontece em uma única conversa. A pesquisa revela que 97% dos consumidores dizem economizar tempo de pesquisa; 96% sentem que a IA explica prós e contras com clareza, e 94% reconhecem que ela compara alternativas melhor do que fariam por conta própria.

Isso não significa que outros canais e meios deixaram de existir, mas foram ressignificados. Enquanto eles utilizam IA para recomendações, o Google vira site de verificação. Cerca de 49% dos consumidores relataram confirmar recomendações de IA no buscador, enquanto 90% dos entrevistados afirmam que a experiência de compra.

Nesse contexto, sites das empresas e e-commerces passaram da descoberta para a execução, em que o consumidor checa preço e prazo, mas as lojas físicas seguem relevantes em categorias que demandam espaço de experiência antes da compra, por exemplo.

Marcas pela Inteligência Artificial
Com o aumento da utilização de IA pelos consumidores, a forma como marcas são descobertas também mudou. O estudo aponta que as recomendações feitas pelas plataformas não seguem critérios tradicionais, como tamanho ou liderança de mercado. Os dados mostram que 90% dizem ter conhecido novas marcas por meio da tecnologia, enquanto 31% já realizaram compras após sugestões da IA.

Segundo o estudo, aparecer nas recomendações de IA depende de três pilares: linguagem próxima à do consumidor, associação correta de termos e presença em fontes confiáveis consultadas pelos modelos. Sem isso, as marcas podem perder espaço nas respostas geradas pela tecnologia.

Ao mesmo tempo em que a confiança na tecnologia cresce, com 86% dos consumidores afirmando confiar mais na IA hoje do que há seis meses, a cautela permanece. Os dados revelam que 68% dizem validar as recomendações em outras fontes antes de decidir, mostrando que a tecnologia influencia, mas não substitui totalmente a decisão humana.

Metodologia
O levantamento foi realizado pelas empresas do Grupo Stefanini, consultoria tech global, e combinou pesquisa quantitativa com 1.000 compradores online, análise qualitativa, social listening e cerca de 20.000 respostas coletadas de sete modelos de inteligência artificial em três segmentos: beleza, viagem e meios de pagamento.

Comentário da ASCOM AMIRT: Pesquisas como essa ajudam as emissoras a compreenderem melhor as transformações no comportamento do consumidor e os novos caminhos da comunicação. O avanço da inteligência artificial na jornada de compra demonstra que a disputa pela atenção do público está cada vez mais conectada à qualidade da informação, à credibilidade das fontes e à capacidade de produzir conteúdos relevantes e facilmente encontrados nos ambientes digitais. Para o setor de radiodifusão, o estudo reforça a importância de investir em presença multiplataforma, estratégias digitais e produção de conteúdo confiável.

*Fonte: Meio&Mensagem