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Em agosto de 2025, foi lançada oficialmente a TV 3.0, chamada tecnicamente de DTV+, por decreto do Governo Federal. A DTV+ é iniciativa de parceria entre o setor de radiodifusão e demais entidades do ecossistema de TV digital, com o objetivo de desenvolver e implantar a próxima geração da televisão brasileira.
A TV 3.0 promete melhor qualidade de imagem e som, integração nativa com a internet, maior eficiência no uso do espectro de radiofrequências e novas formas de acesso a conteúdos culturais, educativos, artísticos e informativos.
Mas a DTV+ funciona sem internet também?
Para explicar os detalhes, Sergio Di Santoro Bruzetti, coordenador do módulo de mercado do Fórum do Sistema Brasileiro de Televisão Digital (Fórum SBTVD), diz como isso ocorrerá e avalia possíveis impactos da tecnologia para o mercado.
O sistema da DTV+ foi projetado para transmitir sinais pelo ar com resolução de até 4K, com possibilidade de chegar a 8K no futuro, além de áudio imersivo no padrão MPEG-H, que permite personalizar a experiência sonora.
“O telespectador pode realçar a voz do narrador ou dos diálogos. Além da maior resolução de vídeo, o sinal aberto traz imagem em HDR, com mais contraste e brilho. Recursos de acessibilidade, como legendas, audiodescrição e Libras, também fazem parte do sistema, assim como os alertas de emergência”, afirma o coordenador do Fórum SBTVD.
Transmissão combina sinal aberto e banda larga
Bruzetti adianta que a experiência da TV aberta é gratuita, ao vivo e não depende da conexão com internet. Todas as melhorias como realce de voz do narrador, resolução de vídeo, contraste e brilho, não dependem de conexão por internet.
De fato, basta que a emissora transmita o conteúdo nesses formatos e que o televisor ou conversor seja compatível com o DTV+. O que acontece é que o DTV+ une o broadcast, que é o sinal transmitido pelo ar, ao broadband, que é a conexão via internet. Portanto, todos os recursos interativos e personalizados, como replay, votações, compras e conteúdo sob demanda dependem da conexão do televisor com a banda larga fixa da residência.
Contudo, caso a conexão com a banda larga caia, o televisor ainda recebe a programação da emissora normalmente, como hoje em dia. Assim, somente ficam fora do ar os recursos que dependem dessa conexão.
Como a tecnologia pode impactar a publicidade?
A TV 3.0 oferecerá a possibilidade de criação de perfis como uma plataforma de streaming, fazendo com que receba recomendações de conteúdo alinhadas ao interesse. Contudo, caso o telespectador opte por não usar, as configurações de imagem e som continuam disponíveis.
O coordenador explica que toda essa nova configuração pode ajudar os anunciantes, já que as emissoras poderão conhecer melhor os hábitos de suas audiências. Ainda, poderão oferecer aos anunciantes campanhas mais assertivas ao público-alvo dos seus produtos.
Distribuição por satélite ainda está em debate
No momento, o DTV+ será transmitido através da recepção de TV tradicional (pelo ar), ou seja, não inclui a recepção por cabo ou via satélite, explica Bruzetti.
“O decreto que regulamentou o DTV+ já prevê sua evolução para outras formas de recepção, entre elas através do satélite. A integração com as parabólicas está em discussão entre o governo, as emissoras, as operadoras de satélite e a indústria”, diz.
*Fonte: Meio&Mensagem






