Imagem: Divulgação/Anatel
A conectividade no Brasil avançou em 2025. É o que revela a Análise dos Resultados do Índice Brasileiro de Conectividade (IBC), publicada nesta sexta-feira (26) pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), vinculada ao Ministério das Comunicações.
O estudo mostra que a média nacional do indicador passou de 52,4 para 55,3 pontos, um crescimento de 2,9 pontos em relação ao ano anterior. Além disso, 82,8% dos municípios brasileiros registraram evolução nos níveis de conectividade.
O resultado confirma uma tendência de expansão da infraestrutura digital no país e oferece subsídios ao planejamento de políticas públicas voltadas à universalização do acesso aos serviços de telecomunicações.
Para o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, os resultados demonstram que o Brasil está ampliando o acesso à infraestrutura digital de forma consistente, mas que o trabalho de inclusão digital precisa continuar avançando.
“Os dados mostram que estamos no caminho certo, com investimentos e políticas públicas produzindo resultados concretos para a população. Nosso compromisso é seguir ampliando o acesso à internet de qualidade em todas as regiões do país, reduzindo desigualdades e garantindo que a transformação digital alcance também as localidades mais remotas”, destaca o ministro.
Entre os componentes da análise do IBC, o principal destaque foi a expansão da cobertura móvel. Mais de 92% dos municípios apresentaram melhora nesse indicador, demonstrando que a ampliação da disponibilidade dos serviços continua avançando em praticamente todo o território nacional.
Os resultados também mostram que todas as regiões brasileiras registraram evolução estatisticamente significativa. O Centro-Oeste apresentou o maior crescimento médio do índice, com avanço de *3,87 pontos*, seguido pelas demais regiões, evidenciando que os avanços ocorreram de forma disseminada pelo país.
Expansão chega a novas regiões
Um dos principais achados da análise é que, embora persistam diferenças históricas entre as regiões brasileiras, a expansão recente da conectividade tem ocorrido de forma cada vez mais distribuída.
Os municípios tradicionalmente mais conectados continuam concentrados, principalmente, nas regiões Sul e Sudeste. Entretanto, os avanços registrados entre 2024 e 2025 ocorreram de maneira mais pulverizada, alcançando localidades anteriormente menos atendidas e indicando que investimentos recentes vêm ampliando a infraestrutura digital para novas áreas do território nacional.
Conectividade e renda
O levantamento também confirma a relação entre conectividade e desenvolvimento socioeconômico. Municípios com maior renda per capita tendem a apresentar melhores níveis de conectividade, reforçando a importância da ampliação da infraestrutura de telecomunicações para o crescimento econômico, a inclusão digital e a oferta de serviços públicos.
Outro destaque do estudo é o desempenho dos municípios turísticos, que apresentaram média de conectividade significativamente superior à média nacional, evidenciando o impacto da infraestrutura digital sobre atividades econômicas ligadas ao turismo, ao comércio e aos serviços.
Desafios e políticas públicas
A publicação também evidencia desafios importantes para a universalização da conectividade no Brasil e aponta prioridades para o aperfeiçoamento das políticas públicas voltadas ao setor.
Entre as recomendações estão a ampliação dos investimentos em regiões que ainda apresentam baixa infraestrutura, especialmente na Amazônia Legal e no semiárido nordestino; ações direcionadas a municípios com menor capacidade de atrair investimentos privados; e iniciativas que acelerem a expansão da cobertura em localidades com maior potencial de desenvolvimento regional.
A análise conclui que o Índice Brasileiro de Conectividade se consolida como uma ferramenta estratégica para orientar políticas públicas, monitorar a evolução da infraestrutura digital e apoiar a expansão dos serviços de telecomunicações em todo o território nacional.

