Pesquisa Audio Pulse 2026 reforça alcance do rádio e expansão do consumo de áudio

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O rádio alcança 77% da população nas 13 regiões metropolitanas pesquisadas regularmente pelo Ibope, mantendo uma presença elevada entre os brasileiros. Além de chegar a quase oito em cada dez pessoas, o meio registra uma média diária de 3h38 de consumo entre os ouvintes. Quando considerados todos os formatos e canais de áudio, incluindo rádio, música, streaming e podcasts, o alcance chega a 93% dos brasileiros nos últimos 30 dias. Os dados integram o Audio Pulse 2026 — anteriormente chamado de Inside Audio —, relatório divulgado pelo Ibope nesta quarta-feira (23).

O levantamento mostra que o rádio combina alcance massivo e frequência de consumo, com índices superiores a 70% em todas as regiões analisadas. Grande Belo Horizonte e Grande Porto Alegre apresentam os maiores alcances percentuais, ambas com 82%. Já o maior tempo médio diário de escuta é registrado na Grande Rio de Janeiro, onde os ouvintes permanecem, em média, 3h59 por dia em contato com o meio.

Entre os ouvintes, 57% escutam rádio em casa enquanto realizam atividades cotidianas. O aparelho tradicional permanece como a principal forma de acesso, utilizado por 76% desse público, enquanto o celular já aparece com 29%. Os números indicam que o consumo mantém uma base expressiva no receptor convencional, mas também se estende a aparelhos conectados e ambientes digitais.

Alcance e tempo de consumo nas regiões pesquisadas
Na Região Sudeste, a Grande Belo Horizonte lidera com 82% de alcance e média diária de 3h44 entre os ouvintes. Na sequência aparecem Grande Vitória (78% / 3h29), Grande Rio de Janeiro (77% / 3h59), Campinas (76% / 3h26) e Grande São Paulo (75% / 3h38).

Na Região Sul, Grande Porto Alegre registra 82% de alcance e média diária de 3h37. Grande Florianópolis aparece com 81% e 3h31, enquanto Grande Curitiba também alcança 81% da população pesquisada, com tempo médio de 3h17 por dia.

No Centro-Oeste, Grande Goiânia e Distrito Federal apresentam alcance de 76%. O tempo médio diário é de 3h14 entre os ouvintes da capital goiana e de 2h54 no Distrito Federal.

Entre as praças do Nordeste, Grande Fortaleza registra o maior alcance, com 79% e média diária de 3h36. Grande Salvador aparece com 75% e 3h29, enquanto Grande Recife apresenta alcance de 73% e tempo médio de 3h40 por dia.

Os dados de audiência do rádio correspondem ao período de abril a junho de 2026 e consideram as 13 regiões metropolitanas acompanhadas pelo Ibope. Os valores de alcance e tempo médio foram arredondados no relatório.

Informação e agilidade fortalecem o rádio
Notícias e esportes lideram o consumo entre os conteúdos pesquisados, reforçando a presença informativa do rádio. Os noticiários locais aparecem na primeira posição, ouvidos por 36% do público do meio. Notícias de trânsito e esportes estão na sequência, ambos com 31%, seguidos por futebol ao vivo, com 30%, e noticiários nacionais, com 25%.

O Audio Pulse 2026 também aponta crescimento na percepção de confiança e agilidade. Entre os ouvintes, 67% confiam no rádio para se manter informados, índice 9 pontos percentuais superior ao registrado em 2025. Outros 59% recorrem ao meio para obter uma atualização rápida das notícias, resultado que avançou 11 pontos percentuais na comparação anual.

Os indicadores ajudam a explicar a liderança dos conteúdos jornalísticos entre as preferências da audiência. O rádio mantém uma associação direta com informação local, prestação de serviço, atualização do trânsito, cobertura esportiva e acompanhamento das notícias ao longo do dia.

Música amplia a presença cotidiana
A música continua sendo um dos principais motores do consumo de rádio. O sertanejo lidera entre os estilos mais ouvidos por esse público, com 38%. Pop e música da moda aparecem com 37%, seguidos por MPB (36%), samba e pagode (35%) e rock (33%).

A variedade dos estilos musicais reforça a capacidade do rádio de atender a diferentes perfis de público e momentos de consumo. Somada à presença de notícias, esportes e prestação de serviço, a música contribui para que o meio acompanhe os ouvintes durante diferentes atividades da rotina.

Do receptor tradicional aos ambientes digitais
O estudo mostra que a audiência do rádio não permanece concentrada em um único formato de distribuição. Embora o aparelho tradicional continue sendo a principal forma de acesso, o celular já ocupa uma parcela relevante do consumo. A escuta também se estende aos ambientes digitais das emissoras e a outros serviços de áudio utilizados pelo mesmo público.

Entre os ouvintes de rádio, 60% também utilizam serviços de streaming de música. Segundo os dados divulgados pelo Ibope, esse grupo dedica, em média, mais de 14 horas semanais ao formato. Outros 31% também acompanham podcasts.

Os resultados indicam que o público transita entre o dial, os dispositivos móveis e os formatos sob demanda ao longo do dia. Nesse cenário, o consumo digital não representa necessariamente a substituição do rádio, mas a ampliação da jornada de escuta e dos pontos de contato entre emissoras, conteúdos e audiência.

“O consumidor não escolhe apenas uma plataforma de áudio. Ele transita entre rádio, streaming e podcasts ao longo do dia, de acordo com suas necessidades. Os dados do Audio Pulse mostram que esses formatos se complementam e ampliam as oportunidades para marcas, criadores de conteúdo e veículos se conectarem com suas audiências”, afirma Paula Carvalho, diretora comercial do Ibope.

Publicidade e potencial de conversão
A presença comercial do rádio também aparece entre os dados divulgados pelo Ibope. No primeiro semestre de 2026, o meio recebeu mais de 2,2 milhões de inserções publicitárias, envolvendo 5.982 anunciantes e mais de 7.138 marcas.

Segundo o instituto, ouvintes de rádio e de áudio sob demanda apresentam intenção de compra superior à média da população em categorias como automóveis, viagens e imóveis. O resultado reforça o potencial comercial de uma audiência que mantém contato frequente e prolongado com os conteúdos em áudio.

Entre os consumidores de rádio e podcasts, 75% afirmam que costumam pesquisar produtos ou serviços depois de ouvirem menções a eles em podcasts. Já entre os ouvintes de rádio e de áudio sob demanda, 53% demonstram receptividade aos anúncios veiculados por fornecedores de streaming.

Confira a pesquisa completa: Audio Pulse 2026

*Fonte: Tudo Rádio