Foto: Marcus Vilela/AMIRT
Durante o Rádio & Mercado em Sintonia, realizado na última quinta-feira (18), em Belo Horizonte, o consultor e palestrante Fernando Morgado apresentou o painel “A força do rádio: mídia de resultados”, exibindo dados e defendendo que o principal desafio do rádio atualmente são os estereótipos.
Segundo Morgado, o maior concorrente do rádio não são os outros meios de comunicação, como televisão, internet ou mídia OOH, mas sim o ‘achismo’, ou seja, percepções equivocadas de pessoas que, verdadeiramente, não conhecem o potencial do rádio.
Morgado apresentou dados nacionais e internacionais para demonstrar a capacidade do meio de alcançar públicos diversos, gerar resultados para anunciantes e acompanhar as transformações tecnológicas.
Um dos pontos principais abordados durante o painel foi a ideia de que o rádio seria um meio ultrapassado, distante das novas gerações e pouco consumido pelo público mais jovem. Para desmistificar essa percepção, Morgado destacou que rádios voltadas ao público jovem registraram mais de 53 milhões de reproduções em um dos principais agregadores de rádio do país. Além disso, ele citou uma pesquisa de Portugal que aponta que 54% dos jovens entre 16 e 28 anos escutam rádio FM e outros 25% acompanham a programação via streaming.
O consultor também apresentou dados da Nielsen, nos Estados Unidos, mostrando que a faixa etária de 18 a 34 anos é a que registra o maior alcance do rádio naquele mercado, com 59,4 milhões de pessoas alcançadas, contrariando a ideia de que o meio é consumido predominantemente por pessoas mais velhas.
Outro destaque da palestra foi a capacidade do rádio de reter a atenção do público. Segundo Fernando Morgado, estudos recentes indicam que plataformas de áudio apresentam índices de atenção superiores aos observados em redes sociais e formatos digitais de display, reforçando a efetividade dos anúncios transmitidos pelo meio.
Ao abordar a relação entre rádio e ambiente digital, Morgado ressaltou que o veículo está presente na internet desde os primeiros anos de popularização da rede no Brasil, na década de 90.
Nesse contexto, o palestrante apresentou os avanços proporcionados pelo rádio híbrido, tecnologia que integra os sinais transmitidos pelo dial e pela internet, melhorando a experiência do ouvinte e oferecendo novas possibilidades de mensuração e interação para anunciantes.

Foto: AMIRT
Os resultados dos comerciais no rádio também estiveram entre os temas centrais da apresentação. Segundo dados da Kantar IBOPE Media, 43% dos consumidores já compraram ou pesquisaram produtos ou serviços após ouvirem anúncios em plataformas de áudio.
O palestrante lembrou ainda que o rádio segue sendo um dos meios de maior alcance no país, com oito em cada dez brasileiros consumindo o veículo. Na Região Metropolitana de Belo Horizonte, esse índice se aproxima de 90%, consolidando a capital mineira como uma das praças de maior consumo de rádio do país.
Ao tratar da mensuração de resultados, Morgado afirmou que não é correto dizer que o rádio não tem números. Segundo ele, o setor reúne uma ampla variedade de indicadores, incluindo dados de streaming, agregadores, pesquisas de audiência, pesquisas de ações promocionais, cadastros de ouvintes e plataformas digitais de comunicadores, além de dados terciários.
Encerrando a palestra, o especialista reforçou que o rádio deixou de ser um meio exclusivamente analógico há muito tempo e destacou o protagonismo de Minas Gerais na história da radiodifusão brasileira.
Para Morgado, a força do rádio mineiro está associada à capacidade de inovação, ao talento dos profissionais e à conexão histórica do veículo com a população.
Assista à palestra completa:
Fernando Morgado: de 22:15 a 43:18

