Imagem: Gerada por IA
Segundo novos dados, quase um em cada três estadunidenses se informa por meio de rádios AM/FM todos os meses. Isso supera em muito a participação de audiência de podcasts, mídia impressa e chatbots com inteligência artificial, e confere ao rádio uma audiência que se destaca cada vez mais como uma das mais valiosas.
A pesquisa anual Trust in Media da YouGov, realizada entre 25 e 26 de maio com 2.102 cidadãos adultos dos Estados Unidos, revelou que 28% dos americanos recorreram ao rádio para se informar no último mês. Embora esse número represente uma queda de 1% em relação a junho de 2025, a margem de erro da pesquisa é de ±2,9 pontos percentuais, o que significa que a variação anual pode ser mais ruído estatístico do que um sinal relevante.
O rádio ainda ultrapassou os podcasts (21%), newsletters por e-mail (20%), agregadores de notícias online (18%), plataformas de vídeo (15%), jornais impressos (14%), revistas (10%), blogs (9%) e chatbots de IA (6%).
A análise demográfica revela detalhes mais complexos. Adultos com formação superior relataram que 36% utilizavam o rádio para se informar, em comparação com 24% entre aqueles sem formação superior. A renda segue a mesma tendência: adultos com renda anual igual ou superior a US$ 100.000 relataram o uso de rádio para se informar em 39% dos casos, contra 22% entre aqueles com renda inferior a US$ 50.000. Por faixa etária, adultos com 65 anos ou mais lideraram todos os grupos, com 34%; a faixa etária de 18 a 29 anos apresentou o menor índice, com 17%.
A composição política mudou em relação aos dados do ano passado. Republicanos e Democratas ficaram praticamente empatados, com 30% e 31%, respectivamente, enquanto os Independentes representaram 25%. Na eleição presidencial de 2024, 36% dos eleitores de Trump relataram usar o rádio para se informar, contra 32% dos eleitores de Harris. Os homens superaram as mulheres nesse quesito, com 32% contra 25%.
A confiança continua sendo o argumento mais forte do rádio. As mídias sociais, como principal fonte de notícias, alcançando 60% dos entrevistados, apresentam uma classificação líquida de confiabilidade de -24% para o Facebook, -32% para o TikTok e -21% para o X. A mídia jornalística, como categoria, registrou uma avaliação líquida favorável de zero, com o jornalismo obtendo +23%, a maior pontuação entre as três grandes categorias avaliadas. A National Public Radio (NPR) obteve uma pontuação de confiança de +15%.
A presença da IA como fonte de notícias está crescendo, ainda que lentamente. Como mencionado, os chatbots de IA atingiram 6% do público em geral, com 10% dos entrevistados citando o ChatGPT e 7% citando o Gemini do Google como ferramentas específicas de notícias utilizadas no último mês. Quarenta e seis por cento dos entrevistados relataram ver diariamente o que acreditavam ser conteúdo gerado por IA online. O engajamento geral com as notícias permaneceu forte: 69% dos entrevistados disseram consumir notícias nacionais com muita ou alguma frequência, com as notícias locais apresentando o mesmo percentual.
Porque entender o mercado internacional
Os dados do rádio internacional evidenciam que os hábitos de consumo observados em diferentes países apresentam características semelhantes às registradas no Brasil. Apesar das particularidades de cada mercado, os indicadores apontam comportamentos parecidos da audiência, permitindo estabelecer paralelos entre o cenário brasileiro e o de outros países, especialmente dos EUA.
*Fonte: RadioINK

